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domingo, 7 de abril de 2013

Polissonografia

Hello Catitas...




   Ontem, foi meu exame de polissonografia, o último que faltava para essa fase! Eu tive que tomar banho dos pés a cabeça de sabão de coco (odeio o cheiro do sabão de coco), isso mesmo até o cabelo (mas até que ele ficou bonito, acredita?!rs) e tive que sair de casa sem nenhuma maquiagem, hidratante, perfume, sem esmalte nas unhas... aff, era melhor a morte! kkkkk...
    Cheguei no HFA às 19:30 h e, mas uma vez dei sorte!rs. A enfermeira era muito gente boa e um tanto maluquinha, então foi bem tranquilo essa parte! Eu cheguei, preenchi uma ficha, fui pesada e medida. O peso é 143,6 kg, mas a altura, como eu suspeitava desde o princípio, é outra! Eu tenho 1,71 de altura (foi medido duas vezes pra se ter certeza) e não 1,69 como o outro enfermeiro (da cirurgia) mediu e afirmou que eu tinha (fiquei feliz em saber que eu não havia encolhido! hauhuahua)! Voltando ao exame...rs... A técnica de enfermagem, Mara (Mara é mesmo o nome dela, apesar dela ser "mara" também, por ser uma ótima pessoa"rs) mediu minha pressão (normal), conversou muito comigo e com o meu marido e explicou o que aconteceria no exame, o que me deixou um pouco apreensiva, pois era uma quantidade imensa de fios, e o principal, tinha que por aquele treco no nariz (acho que é respirador o nome, sei lá!rs), que eu sempre tive horror, pois qualquer coisa no meu nariz me dá muita vontade de espirrar!rs. Mas me deu uma boa notícia, ao contrário do que eu pensava, eu não teria que passar a noite toda de barriga pra cima (seria bem difícil pra mim ter que dormir de barriga pra cima, ainda mais nessa situação!) que eu poderia virar de lado (com cuidado para não soltar nenhum eletrodo), mas nunca de bruços (menos pior!).
    Detalhes explicados, ficha preenchida, fomos bater papo, enquanto o quarto estava sendo arrumado para me receber...
     A Mara é uma gastroplastizada há nove anos (nem imaginava que ela era operada, pois não parecia, pois, como ela mesmo se descreveu, ela é "uma negona de dois metros de altura" e bem magrinha). Quando ela me disse que já tinha sido operada, rs, aproveitei a oportunidade e a enchi de perguntas né? Ela respondeu todas numa boa! Pensem em uma mulher calma, paciente e muito, muito educada... sim, essa era a Mara! Ela passa uma paz e uma tranquilidade ao falar que nossa...
    Ela me disse que na época os médicos disseram a ela que as chances de ela sair morta da mesa de cirurgia era 90%, tem noção?! Mas, por ela ter um monte de co-morbidades, ou era isso, ou era isso! Ela foi na fé e fez a cirurgia. Ela tinha diabetes e pressão alta na época. Mas, no final, deu tudo certo!
    Ela é minha conterrânea, também é do Rio de Janeiro e, já foi mulata do Sargentelli, mas teve uns traumas psicológicos (viu a irmã mais nova morrer afogada ao seu lado, e pouco depois engravidou, engordou e perdeu o bebê depois que ele nasceu, e se afundou em comida e mais comida)!
    Depois da cirurgia, ela disse que até hoje, nove anos depois, não consegue mastigar a comida o suficiente e acaba vomitando tudo, então (a loka) desistiu de comer e só vive de vitaminas! Resultado: unhas que caem e cabelos que insistem em não permanecer na cabeça (ela usa implante de tranças, lindo por sinal), mas ela disse que não aguentava mais e optou simplesmente por deixar de comer coisas que se tenha que mastigar! Que medo me deu isso, ainda não consigo mastigar devagar... Aff!
     Um conselho que ela deu foi: "depois que você emagrecer, você vai se sentir ótima, e com a auto-estima no céu, mas isso vestida! Se possível, evite se olhar de corpo nu no espelho, porque é deprimente!rs". É, realmente, não é uma das imagens m,ais agradáveis de se ver, né?!rsrs... conselho anotado!
    Até hoje ela fez duas cirurgias reparadoras, uma na barriga e outra nos seios e, está esperando para fazer a das pernas! Ela está visualmente muito bem, se veste com perfeição, aparenta ter uns quarenta e tantos anos e, é muito chic!rs. Depois de todo o papo em dia, fomos ao que interessa...

    Ela me levou para o quarto do exame e meu marido pôde entrar dar uma espiada também e me mostrou os fios e mais fios que seriam colocados em mim a seguir. Me orientou a comer algo antes, porque no hospital eles não serviam absolutamente nada! Pediu pra eu me ajeitar, trocar de roupa, ir ao banheiro e quando eu estivesse pronta, tocar a campainha que ela viria começar os trabalhos. E foi o que eu fiz. Por sorte eu havia levado de casa dois copinhos de corpus, porque senão eu estaria no sal!rs. Foi orientado na guia do exame que se levasse uma blusa justa para usar durante o exame, duas pilhas AAA (palito) pra por no aparelho de monitoramento e acetona (já, já vocês vão entender o porque da acetona! Aff!).
   Pronta e linda, e já dispensado o marido, eu toquei a campainha e logo em seguida ela veio. Quando ela voltou, ela me pediu pra sentar em uma cadeira. Já sentada, ela pediu pra eu esticar a perna direita e subir e descer o pé várias vezes (pelo que eu entendi, foi pra ela achar uma veia na perna), quando ela encontrou o que ela procurava, passou uma gaze com álcool no local e colou dois adesivos com um botãozinho metálico (onde seriam plugados os fios dos monitores de movimento das perna em seguir, o que diria se eu tenho ou não a síndrome das pernas inquietas [isso eu já sabia que seria detectado, pois só durmo balançando as pernas]). Fez o mesmo processo na outra perna. A seguir, ela passou a gaze com álcool e instalou os mesmo adesivos, embaixo do seio esquerdo (pra monitorar o coração), um do lado direito no ombro, um atrás de cada orelha, um no queixo (pra saber se eu  sofro de bruxismo), um em cada lado do olho, bem pertinho do olho (pra saber quantas vezes eu piscava e quando eu estava realmente adormecida), um na garganta (pra detectar a frequência das minhas cordas vocais e medir a intensidade do meu ronco e dois na testa (todos os que foram colocados no rosto, antes, ela fez uma espécie de esfoliação na pale, passando gase com bastante pressão e depois um esfoliante, para o adesivo aderir melhor). Além desses plugs, ela me colocou duas cintas elásticas de mais ou menos cinco centímetros de largura, que deveriam ficar o mais justas possível, mas sem me machucar. Colocou uma na cintura, onde mais tarde ela pendurou um monitor pra acompanhar minha respiração pelo abdome e outro acima dos meus seios, debaixo dos braços, para acompanhar minha respiração pelo movimento do pulmão.
   Colocado todos os plugs, ela começou a conectar os fios. Os quatro fios das pernas, eu tinha que passar por dentro da blusa e do shorts que eu estava usando, e, foi bem nessa hora, em que eu fui me levantar, que a cadeira escorregou no piso e eu me estatelei de quatro no chão, quase matando a coitada do coração (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk). Ela ficou muito preocupada, querendo saber se eu tinha me machucado ou não. Mas graças a Deus, não me machuquei, mas quando eu olhei pra cara da negona e vi ela branca, caí na gargalhada e ela, começou a me "xingar" dizendo, "poxa, você quer me matar mulher?!" Aí, eu olhei pra ela e disse, "com emoção ou sem emoção?! Eu só esqueci de te alertar de que comigo, Mara, tudo é com emoção!!!" E caímos na gargalhada, com ela me fazendo prometer que não teríamos mais emoções naquela noite, pois ela estava toda se tremendo e não aguentaria outra dessa! kkkkkkk...
     Recuperadas do pequeno susto, voltamos aos trabalhos, e começamos a plugar todos os fios nos seus respectivos adesivos (agora, sem mais emoções! kkk).
    Terminada essa primeira etapa, fomos para a segunda e pior parte: colocar os plugs na cabeça! Nessa hora eu descobri que os plugs seriam colados com cola, nos meus lindos cabelinhos e por isso eu precisaria da acetona, essa cola só sai com acetona! Então começamos. Ela ligou o ar comprimido e quase me deixou surda!rs. Ôh barulhinho chato! Ela colocava a cola e usava o ar para secar. O cheiro da cola também não é um dos mais agradáveis.
     Terminado a sessão de tortura capilar, eu deitei na cama e ela veio me colocar o temido respirador no meu lindo narizinho... fiz uma enorme força pra controlar a louca vontade de espirrar e, obtive sucesso, pelo menos, por aquele momento inicial (espirrei duas vezes, mais tarde!rs).
    Tudo conectado, foi a vez de ela testar se estava mesmo tudo ok. Ela foi pra sala dela e pelo interfone, mandou eu me mexer, piscar os olhos e "rosnar". Sim, tudo ok! Aí, ela voltou, mediu minha pressão, me cobriu e me orientou a apertar o interfone, caso eu precisasse de algo. Disse pra eu controlar o xixi, pois se não, teria que mijar na "comadre", e disse pra eu me mexer o mínimo possível, e pra quando fosse inevitável, pra eu mexer com muito cuidado para não soltar nenhum fio. Por fim, ela mediu minha pressão mais uma vez, me desejou um bom exame e uma boa noite, apagou tudo e foi me monitorar pelo computador, da sala dela.

Foi assim que eu me senti na hora! kkkkkkkkkkk....

      Demorei pencas a dormir! Mas isso é comum, pois demoro pra dormir mesmo. Até eu encontrar uma posição satisfatória para dormir, eu me balanço, viro pra um lado, viro para o outro... E lá não foi diferente, só que minimizei bastante as trocas de posições, como me foi recomendado. Aí, quando eu já estava quase nos braços de Morfeu, a porra do meu monitor do abdome, saiu da cinta e ela veio recolocá-lo... mais uma eternidade pra voltar a dormir...rs.
     Devo ter acordado umas trocentas vezes, coisa que não é comum em casa... o que me deixou morrendo de medo de não alcançar todos os estágios do sono, necessários para o exame.
    Umas dez para as seis, ela veio me acordar e o exame terminou, mais não meu pesadelo! Vocês não tem noção da maçaroca que ficou meu cabelo, todo embolado e cheio de cola! Me deu vontade de chorar quando me vi no espelho! Só pensava: "puta que pariu, como eu vou embora com esse ninho de mafagafa na cabeça?!! (voltei pra casa de ônibus).
    Meu marido chegou as seis e eu ainda nem pronta estava. Depois de ter conseguido dar um pequeno jeitinho no meu pico. Fomos nos despedir da Mara. Na sala dela, ela me mostrou o exame na tela do computador e disse, que, no parecer dela, eu havia ido muito bem, e me elogiou dizendo que eu durmo feito uma "lady", pois não ronco, ressono, o que é raro em pessoas obesas. E, que mais impressionante ainda era o fato, de eu não ter tido apnéia em nenhum momento do meu sono. a única coisa que ela constatou foi que eu me mexi muito e demorei a adormecer. E que tive muitos micro-despertares durante a noite, mas que ela acha que eu fui muito bem! Nos despedimos e fomos para casa.
    Chegando na parte externa do hospital, me deparei com um frio desconfortante, e parti para o ponto. O ônibus demorou looooooooongos e frios quarenta minutos pra chegar... e eu praguejando meu marido por não ter pago um táxi (segundo ele 30 reais de táxi [bandeira 2], podendo gastar 4 reais de ônibus, nem rolava!rs), tive que concordar, pois moramos a 15 minutos do hospital, de ônibus. Mas, eu tinha que xingar alguém né?! E, como sempre sobrou pra ele, que como sempre, também e, para agravar minha irritação, só sabia rir da minha cara e debochar! Hunf!rs.
    Ao descer no meu acolhedor Guará, meu marido me proporcionou um delicioso café da manhã na padaria e isso me acalmou. "Dílicia" de morango ao leite hummmmmmm...
    Já no meu ap., a única coisa que me interessava, depois de saber se minha filha estava bem (ela ficou sozinha em casa) foi caçar minha linda e confortável cama... e foi o que eu fiz, dormi até 12:30 h, acreditam?! Pois é, nem eu!!!
    Já são 14:50 h, e eu ainda não tive coragem de encarar meu ninho de mafagafa capilar, mas sei que essa será uma missão muito ingrata, porém necessária... Aff!
    Bom Catitas, esse foi o meu emocionante fim de semana! kkkkkkkkkkkkkkk... Espero que o de vocês tenha sido melhor!rs.

Ps* Mesmo eu ainda não estando 100% segura sobre a cirurgia, estou tentando agir e pensar como se estivesse a caminho da redução de estômago. Até aqui, acredito que optarei mesmo pela redução... mas ainda tenho muito que estudar e pesquisar sobre o assunto.

Por hora é só!
Bejinhus meus...




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